segunda-feira, 22 de julho de 2024

living and learning to play

      O quanto antes você compreender que viver, para a maioria, trata-se apenas de um jogo, melhor para você. Lembre do versículo escrito há milhares de anos... “maldito o homem que confia em outro homem”. 

     Infelizmente, assim é viver. Raramente encontrarás alguém desprendido de interesses. Na verdade, todos nós possuímos alguma intenção, mais para uns poucos (como eu), é preciso respeitar o que o outro quer, sem ser preciso jogar para obter, dissimular, dissuadir, como a maioria o faz.  Como bem disse o advogado e escritor Antônio Campos, “viver é uma arte”. Por isso saiba jogar também. Não para obter vantagens, mas para se defender dos milhares de aproveitadores que rodeiam você.

      Agora, se você é o predador desta história, o jogador, lembre-se: nem sempre se ganha. Estratégias são estudadas, analisadas e porque não superadas?

Nem todo jogador terá a vitória.


quarta-feira, 17 de julho de 2024

Letter to Alexandre Alves de Miranda

 

Hoje,  Dia 17 de julho de 2024. Há poucas horas olhei a chuva caindo copiosamente, forte e insistentemente no capô do meu carro. Parecia tanto com minha alma a chorar...

Lembrei de você! O primeiro amor humano genuíno que senti. Sabe mano, nunca haverá palavras suficientes que possam externar a saudade que sinto de você...  essa saudade ficou no meu peito infantil desde o dia em que você foi atrás dos seus sonhos em São Paulo.

Sabe... Ainda sinto minhas mãos vazias, depois de segurar tão forte a sua naquele ônibus na tentativa de impedir de alguma forma que você partisse.  Eu sabia, eu sempre soube que começava ali as perdas de minha vida. Eu chorei tantos dias e noites... nem imagina as noites... o meu conforto  fora o seu  travesseiro, que para a minha sorte, você deixou para trás.

Eu o molhei tantas e tantas vezes com minhas lágrimas... Era só o que ficou de você e eu me apeguei a ele e o usei enquanto pude. Com o passar dos anos, ele foi se rasgando e eu pedia a mainha para costurar os buracos. Foram muitos remendos... até que um dia, perdi também seu travesseiro.

É. Você se foi e já faz algum tempo e a saudade só corrói dia após dia, ano após ano meu coração. Pedaços importantes foram arrancados dele e eu me pergunto: como é possível ainda respirar? São os mistérios de Deus! Eu acredito que você está bem, ao lado de painho, tia Isabel, Rita e tantos outros.  Mas a verdade é que isso não diminui meu peito de doer e de achar que a vida aqui embaixo anda bem sem graça.

Meu irmão e pai. Nunca esquecerei do seu amor sincero, sem esperar nada em troca, de sua paciência com a gente, crianças pequenas, traquinas e porque não dizer... chatinhas ás vezes né?  Dos doces que você trazia pra gente e dos abraços e  das vezes em que experimentei uma felicidade tão pura e limpa em meu coração infantil quando me levava para passear ou quando me jogava no ar. Seus gestos tão simples foram todo o meu mundo. Você sempre será o meu paizinho e China o meu painho.

Enquanto eu respirar, você nunca será esquecido, porque foi com você que aprendi primeiro a importância que tem um coração bondoso.

Nem preciso dizer o quanto estou chorando não é?

Sinceramente, queria muito que lesse isso. Quem sabe não é mesmo? Não há impossíveis para Deus.

Te amo para sempre, eternamente, meu irmão, pai e grande amigo.

Alexandre Alves de Miranda



What happened?

 Somos tudo o que outros querem que sejamos. Fios invisíveis que  conduzem nossas vidas a um objetivo bem definido: esgotá-la para beneficia...