Me peguei agora aos prantos. Intenso, forte, cheio de soluços e de muita saudade.
Me vi criança, inocente, curiosa a brincar de abrir e fechar as gavetinhas da antiga máquina de costura de minha tia. Amava o barulho dela abrindo, de pegar naquele puxador redondo...
Pude até sentir o cheiro que exalava dessas gavetinhas cheias de linhas, agulhas, tesouras...
-Cuidado para não furar a mão nas agulhas!
Era a voz da minha tia.
Sentada a costurar... ouço o barulho da máquina até parar. Ela com a tesoura a cortar a linha e eu a olhar querendo entender mas sem entender nada.
Bem que disseram... a maior saudade vem da infância.

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