Pela manhã, resolvi me deliciar com uma xícara de chá quente. Há tanto para absorver em um xícara de chá... o corpo responde com alegria a esta bebida. A mente se esvazia e uma sensação de paz interior floresce acompanhada do silêncio na sala. Mexo a mistura em minha xícara nostálgica Termo Rey sem pressa. Que paz... Havia esquecido como é prazeroso estar com a mente vazia.
Há o que fazer, mais não há pressa. A rotina não some porque um novo ano começa. No entanto, a maturidade vem cheia de presentes, os quais se você os perceber... vai saber aproveitá-los.
Em outro momento, fui passear com Meg como de costume. Encontrei um senhor e minha cadela se encantou com ele mesmo a distância. Ele estava triste. Contava-me que é casado há 40 anos, mas que, há cinco anos sua esposa não fala com ele. Os dois vivem na mesma casa. Não explicou as razões para tal situação. Disse apenas que sentia vontade de ir embora e de que isso não era vida.
Até as últimas horas do ano que passou, vivia a reclamar, especialmente das pessoas. Porém, ao ver aquele homem se afastar sozinho com seus lamentos e talvez remorsos, senti uma piedade profunda dele que meus olhos se encheram de lágrimas.
A maior das verdades se resume a isto: ninguém é capaz de saber onde está o calo que aperta o outro. Mais ele está lá. Não a toa, as pessoas estão mais frias, vazias, tristes, medrosas, acanhadas, deprimidas e violentas.
Olhei para dentro de mim e continuo sem mudar de plano.
Continuarei a dar o que tenho em grande quantidade.
Espalharei desse amor que não esvazia em meu estoque.

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